
Aprendi muitas coisas durante a minha primeira viagem ao Brasil com a mamãe. Além de conhecer a maior parte da minha família materna - que inclui amigos, primos, tios, empregados, vizinhos e animais de estimação - pude aprimorar o meu português (minhas palavras preferidas são "dois", "cadeira", cachorro", "chorar" e "chuva", nesta ordem) e experimentar várias frutas das quais eu desconhecia a existência e comidinhas que a mamãe nem sonha em cozinhar (jaboticaba, milho verde cozido e o feijão da Lídia estão no topo da minha lista).
Mas entre as coisas que mais me divertiram, além de atormentar meus priminhos e dar biscoitos recheados de chocolate ao Charles, foram os abraços. Sem pieguices, o que eu gostei mesmo foi de conhecer o tapinha nas costas! O meu encantamento ficou evidente quando um certo dia pedi à mamãe que abaixasse até o chão para me abraçar, como fazemos sempre em casa, mas desta vez eu queria mesmo era testar como dar os tapinhas nas costas. Pela reação da mamãe, que ria sem parar, percebi que eu também tinha aprendido. Pra mim foi como participar de um mágico ritual.